Slow beauty, Clean Beauty, Green Beauty…São muitas as definições globais que vem surgindo nos últimos dez anos para, em comum, propor uma relação mais atenta e responsável envolvendo a nossa rotina de beleza. Agora, temos mais um: Blue Beauty (beleza azul, em tradução livre). O alvo: a redução de plástico. A motivação: a crise climática!
Sob o guarda-chuva de uma beleza mais consciente, a preocupação com os ingredientes suspeitos e pós-consumo, considerando as embalagens e o descarte delas, andam lado a lado. Mas foi pensando na urgência, e na evidência neste segundo ponto, que americana Jeannie Jarnot fundou o movimento Blue Beauty pensando na conservação do oceano por meio da redução de geração de plásticos.
Jeannie costuma definir em entrevistas e palestras que o propósito da ideia não é apenas com produtos menos prejudiciais às pessoas e ao meio ambiente, mas também que retribuem à saúde do planeta de alguma forma. Esta é a parte mais desafiadora.
Mas como identificar um produto blue beauty?
Não há uma definição oficial os rótulos, e nem deve surgir,
afinal o termo não é sinônimo de produto, mas de um movimento. No entanto, é
possível pensar que um item que se conecta com o propósito do movimento
geralmente tem fórmulas sem ingredientes que possam agredir o meio ambiente e,
mais do que isso, prejudicar o ecossistema marinho: como derivados de petróleo,
microesferas de plástico e benzofenona-3.
Na prática: cinco atitudes para reduzir o plástico da rotina de beleza.
Eu costumo dizer, não podemos esperar o mercado todo mudar
as embalagens. Podemos, nós mesmos, exercer a auto-responsabilidade. Como? Como
já levantei aqui, uma beleza com menos lixo é possível, e a solução está nas
pequenas escolhas.
Fique longe de cosméticos com plásticos e plastificantes:
Polyethylene (Polietileno), Polythene (Politeno), PE ou Phenoxyethanol
(Fenoxietanol), Phthalates (Ftalatos). São poluidores das águas e desequilibram
o ecossistema marinho.
Use até a última gota: depois, se preciso, corte o produtos,
use tudinho. Em seguida, lave bem. Se for de plástico, encaminhe para a coleta
seletiva. Ou pergunte à marca\loja se ela receberia de volta. O Brasil é um dos
países que menos recicla no mundo. Vamos fazer a nossa parte.
Sempre que possível, enalteça e compre de empresas que já
oferecem plástico de origem vegetal (o mais famoso vem da cana-de-açucar) ou
embalagens de papel. Mas, acima de tudo, fique de olho no impacto ambiental
causado por toda a operação da empresa em questão.
Faça trocas inteligentes para além da bancada de cosméticos:
troque a escova de dente de plástico pela versão de cabo de madeira ; o
cotonete convencional pelo tipo que tem haste de papel ou bambu; e a esponja
sintética pela bucha vegetal. Também vale lembrar dos aparelhos de
barbear\depilar que são de difícil descarte. Adote um de metal, que é
reutilizável.
Sempre fomos impulsionados a comprar muito. Para algumas
pessoas, ainda é cool ostentar uma bancada do banheiro cheia de itens, muitas
vezes com a mesma função. Se reduzimos o consumo, reduzimos as embalagens!
Fonte: Panorama Farmacêutico.


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