Nas escolas públicas do Distrito Federal, a sustentabilidade deixou de ser tema apenas teórico e passou a compor o cotidiano. Com projetos que vão da horta à coleta seletiva, da revitalização de espaços verdes ao reaproveitamento de resíduos, alunos e professores têm trabalhado para inserir a consciência ambiental dentro e fora da sala de aula — tanto como aprendizado quanto como ação prática.
Um exemplo marcante é o projeto “Eletrônico não é lixo”, no CED 02 do Cruzeiro: estudantes realizam uma gincana para recolher equipamentos eletroeletrônicos descartados, que são depois entregues a uma ONG especializada para dar o destino correto ou reaproveitá-los. A cada 500 quilos de lixo eletrônico arrecadado, a escola recebe um computador como recompensa. Já no primeiro ano, foram somadas 14 toneladas de resíduos, resultando na aquisição de 28 computadores.
No Centro de Ensino Fundamental Gan, o projeto Ecogan lidera transformações na vida escolar: desde a separação de lixo, reutilização de materiais até mudanças visíveis no ambiente, como mesas de jogos comunitários feitas com recursos obtidos da venda de recicláveis. O envolvimento dos alunos vai além da escola, estendendo-se também ao lar, mostrando que os hábitos sustentáveis aprendidos reverberam na rotina de toda a comunidade.
A Escola Parque da Natureza e Esporte (EPNE) destaca-se por oferecer uma educação ambiental contínua e integrada: atividades práticas de plantio, observação da flora e fauna, valorização das culturas tradicionais do Cerrado, revitalização de áreas verdes, gestão correta dos resíduos, e melhorias infraestruturais como nos banheiros e espaços de convivência.
Essas iniciativas mostram que ensinar sustentabilidade não é apenas falar de preservação, mas atuar de forma concreta para mudar realidades. Ao envolver alunos em projetos práticos, as escolas do DF constroem cidadãos mais críticos e responsáveis, além de contribuir para ambientes escolares mais saudáveis e funcionais. A educação ambiental deixa de ser disciplina e vira ação — com impacto visível para além dos muros da escola.
Fonte: Correio Braziliense.

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