Proteína microbiana: a carne sustentável.

A proteína microbiana é produzida por microrganismos através de um processo de fermentação de carbono e substratos que contêm nitrogênio. Utilizada na alimentação humana, ela age principalmente como uma alternativa mais sustentável e saudável da carne. O alimento, além de oferecer micronutrientes similares ao da proteína animal, também possui textura e gosto parecidos com a carne. 



Seu desenvolvimento foi uma resposta à degradação ambiental causada pela indústria agropecuária, uma vez que ela apresenta a mesma função da carne sem a maioria dos impactos relacionados à sua produção.

Produzida em biorreatores, a proteína microbiana pode ser feita a partir de fungos (cogumelos), algas, leveduras ou biomassa celular bacteriana simples que são alimentados com açúcar e sua produção e fermentação é similar à da cerveja e outros alimentos populares. Sendo assim, uma fonte de proteína vegetal que pode ser aproveitada em dietas veganas e vegetarianas.

A produção de proteína animal contribui para diversos agravantes do aquecimento global, incluindo a emissão de gases do efeito estufa — como o metano e o dióxido de carbono. Além disso, entre as principais causas para a insustentabilidade da agropecuária estão o desmatamento, o uso da água e de fertilizantes à base de nitrogênio, que liberam óxido nitroso na atmosfera.

Uma pesquisa realizada pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research na Alemanha comprovou que a substituição de 20% da carne por proteína microbiana poderia reduzir o desmatamento pela metade.

O estudo foi baseado em modelos de computador, onde a demanda de carne e outros fatores socioeconômicos eram considerados. A análise dos cientistas conseguiu provar que a substituição de apenas um quinto da produção de carne pela proteína microbiana até 2050 poderia reduzir o desmatamento em até 56% — o equivalente a 78 milhões de hectares.


Fonte: eCycle.

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